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por Priscila Rôde

tenho esse olhar
voltado para o norte
centelha à procura
sinal ponte e fuga

um oráculo sem origens
retalhando-me o ventre
dizendo seus anônimos
mil corpos mil estrelas
fraturando os vãos as salas
os continentes as esferas

hemisfério irrestrito
sorvendo o sal a nódoa a borda
o ar pacífico das línguas:

vem
que ainda é doce
amor.

priscila rôde

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