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por Priscila Rôde

nada sei
da ausência antes do espaço
dos dedos que não se firmam
dissolvo silenciosas pontes
a imagem a fronteira teus braços
dos olhos o azul reincidente
que atravessa o botão a fina pele
a ferida que nomeia o poema
à margem do ato
hidrato os passos de antes
mantenho a fruta acesa:

não resisto à palavra que não se fixa –
essa matéria sempre doce.

priscila rôde

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