íntimos

por Priscila Rôde

RozArt

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volto imersa
com o punho cansado
o riso de um azul represado
rios recaem tombam sobre
e a noite sem sujeito nem cor
tamborila um verso
entre dois silêncios
levanto com sede de corpo
e sob ele alcanço o poema
reconheço o poema beijo o poema
que de mim, penso –

parece nunca ter nascido.

Priscila Rôde

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