íntimos

RozArt
RozArt

volto imersa
com o punho cansado
o riso de um azul represado
rios recaem tombam sobre
e a noite sem sujeito nem cor
tamborila um verso
entre dois silêncios
levanto com sede de corpo
e sob ele alcanço o poema
reconheço o poema beijo o poema
que de mim, penso –

parece nunca ter nascido.

Priscila Rôde

Anúncios

Um comentário em “íntimos

  1. Ah, que alegria, minha poeta querida está de volta e em grande estilo.

    Que poema forte, Pri. Realmente “parece nunca ter nascido”, estamos sempre à espera, sempre à espreita do primeiro choro.

    Que saudade!!!

    Abraço-te!

    Curtir

Obrigada!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s