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Vânia Medeiros
Vânia Medeiros

céu que não se cumpre
silente curto fresco
alto tempo debulhado
entre semitons calos e pedras
alguma fome a macerar
o amor
seus olhos quebrados e enxutos
sobre a mesma cicatriz
a mesma hora seca doente
um peito frio desfiado
um oco ondulado um nada
meu corpo –
bicho pouco tentando salvar
o fluxo das sombras.

Priscila Rôde

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3 comentários em “§

  1. Minha nossa… me encontro tanto nos teus textos ! E é mágico. Pelo amor que transcende tua escrita e bate tranquilamente à porta de minha alma. Obrigada , menina, pelas poesias que me recomeçam! Beijo no coração.

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