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Foto: Patrícia Costa (ocadernodepatricia@gmail.com)
Foto: Patrícia Costa

simples abstração
um movimento que saiba
receber assombros
afrouxar um nó de chuva
acomodar a doçura o vento
o eterno soluçar das crianças
uma meditação que me dobre
os joelhos nesse fim de quase
tarde começo do mundo
ruindo bocejando caindo
nuca beco membro abaixo
uma boca que não ladra
agora não, não depois
talvez quando não houver
quando – retrocedo:

dentro
tenho portas
que se abrem
com o tempo.

Priscila Rôde

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2 comentários em “§

  1. Os cômodos dilatam numa efusiva precisão, de soltar-se, elevar-se nas aclimatadas sensações. Há sentires que inebriam a ponto de nos abrir, solenes. E testemunhamos a frieza com que elencamos os passos. O mundo sempre está acima de nós, com suas imponentes deduções. Fazemos de suas interações escolhas para refazer as rotas. O importante é nunca nos trancafiarmos e, estarmos sempre obstinados e pacientes das ermas mudanças.

    Beijo no seu mar Pri!

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