blue.

Sem título
Poema publicado na Revista Capitolina Cultural

misturado às nuvens
um bom dia
para esbarrar nas coisas
reconfigurar as coisas
cheirar todas as coisas
tangê-las
descobrir o hálito
deixado na cômoda
sobre o livro
a marca do copo vazio –
minha sede morta

entre as pernas:
tuas mãos sujas de tinta.

Priscila Rôde

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2 comentários em “blue.

  1. Misturado ao céu, os sabores, as luzes, as rotas, o pigmento do encontro pausado, do cheiro digerido, do céu avolumado onde as asas tremulam no foco de trespassar as nuances de um sentimento que veste o peito. Tudo é incinerado para ser sorvido, catalogado, com sua maestria colorida, sua melodia, uma trilha que nos reparte, mas nos reúne, um blues que recondiciona nossos sonhos. Bom dia!

    Beijo Pri! *-*

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  2. Então pintei de azul os meus sapatos
    por não poder de azul pintar as ruas
    depois vesti meus gestos insensatos
    e colori as minhas mãos e as tuas
    E perdidos no azul nos contemplamos
    e vimos que entre nós nascia um sul
    vertiginosamente azul: azul.

    Poema: Carlos Pena Filho

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