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por Priscila Rôde

Seu olhar é o próprio fim. A entrada que tanto espero e lamento, onde inclino meus braços, lavo as mãos, belisco as noites e atravesso todos os dias de março, abril, maio e suas pedras. Projeto o mundo. Abraço aragens – feito um móbile solto, suspenso no teto da sala. Seu olhar é o próprio fim, onde envelheço e morro diariamente. E recomeço úmida e indiferente ao rio que passa.

Priscila Rôde

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