Indefinível

por Priscila Rôde

“(…) Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.”

(Hilda Hilst, in: Da noite, 1992)

À memória, um outro corpo salvando meu corpo desses teus confins inconclusos, para que eu não desista do amor que me deixou quebrada e indefinível. Para que eu não desaprenda o caminho das sedes e a penumbra das faltas entardecidas de Domingo. Para que eu não perca essa alegria de manhã levantada, recém-plantada em minha pele que ora te envolve, ora te desprega de mim.

Priscila Rôde

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