Indefinível

“(…) Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.”

(Hilda Hilst, in: Da noite, 1992)

À memória, um outro corpo salvando meu corpo desses teus confins inconclusos, para que eu não desista do amor que me deixou quebrada e indefinível. Para que eu não desaprenda o caminho das sedes e a penumbra das faltas entardecidas de Domingo. Para que eu não perca essa alegria de manhã levantada, recém-plantada em minha pele que ora te envolve, ora te desprega de mim.

Priscila Rôde

Anúncios

3 comentários em “Indefinível

  1. Mares revoltos e intensos, quebram em nossas margens, definindo e eclodindo nossos pedaços afeitos em amor. A densa transformação dos dias, regurgitam os sentimentos e nos aplaca. Quebramos e reinventamos, num toque que nos desabriga, deixando-nos numa indefinível condição pela qual nossa saúde sofre.

    Beijo no seu mar Pri!

    Curtir

Obrigada!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s