por Priscila Rôde

morrer poema e morar
noutro lado da curva
onde as regas avançam
e as coisas quentes
ficam ainda mais rentes
ao meio-dia
querer quase fundo
de morar no ar
demorar
orar
noutro lado do corpo
onde o sol se põe
prenhe de sons e uma luz
bem à frente dos olhos
sempre dentro deles
sempre dentro
me adentra
nua

Priscila Rôde

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