Infiltração

por Priscila Rôde

denso
meu corpo sintetiza
o absurdo
avoluma-se

um filete de mundo
chora, irrompe
o centro das mãos
desalinha rio
parapeito, beco
encontro
estrada adentro:

aceno
pra desaguar a superfície.

Priscila Rôde

poema publicado nas revistas Capitolina Cultural e LiteraturaBr.

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