Intransferível

(quem diria?)

aquela ida não rendia.
foi de um abraço
preguiçoso e indomável.

aninhada ao calor sutil
das memórias pungentes
não consegui desatar
qualquer afeto
no peito do asfalto.

fiquei com pena
daquela estrada caída
no meu corpo de texto.
sorri mil vírgulas.
sorri mil lágrimas.
engoli prantos.

e até hoje ele não sabe
que foi o adeus daquela tarde
que consertou a minha sensibilidade.

(ninguém diria.)

Priscila Rôde

 

Poema publicado no livro “Para que fiques” (2012), Pág 86. Editora Penalux.  Para garantir  o seu envie um e-mail para:  contato@priscilarode.com ou acesse a loja da Editora.

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