Morada

esse pouso é a minha única herança.

tua sombra viçosa deita sobre mim
nada no mundo parece durar muito tempo.

tudo que chove,
chove com muita importância:
encharca os poros e estia forçosamente.

no peito perplexo, em movimento
(fragmentando-se e rompendo-se e avançando),
esse pouso é a minha única herança
(amor que ainda corre pelos séculos).

depois dele,
o céu não mais despencou sem causa
nunca mais voltei pra asa
dei pra morar direito.

Priscila Rôde

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About the Author

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Priscila Rôde nasceu em Salvador/BA em 02 de maio de 1991. Escreve no blog Mar íntimo (priscilarodec.wordpress.com). É Autora do livro “Para que fiques”, publicado pela Editora Penalux em 2012. Tem poemas publicados na revista Mallamargens, Samizdat, revista Capitolina Cutural, revista Cultural Novitas nº 11, LiteraturaBr, Jornal Relevo e algumas revistas digitais. Participou do E-book de frases "Apenas o necessário 2" (Editora Novitas) e da organização da antologia “Crônicas de um amor crônico”, publicada pela Editora Penalux/2015.

Categorias:

Poemas

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